Férias!

4, Maio, 2007

É pessoal, o tempo está ficando escasso para postar, e a diversão está se tornando obrigação… então, o blog do Resenhista entrará em férias por tempo indeterminado. Espero retornar o mais breve possível!

E, já que não consegui desenvolver uma resenha, posto pelo menos um vídeo do inesquecível show do Less Than Jake aqui no Rio de Janeiro no dia 28 de Março! Em uma das minhas músicas mais esperadas, a zona maravilhosa que se formou em Look What Happened mostra bem o clima que foi o show… 5 estrelas é pouco!

Um grande abraço a todos!


Incubus - Light Grenades

22, Abril, 2007

(Sony&BMG, 13 faixas)

Impulsionado pelo show que TERIA agora em Maio, a Sony-BMG finalmente resolveu lançar aqui no Brasil este CD que merece todos os elogios: o novo do Incubus, Light Grenades.

Mas não há com o que se preocupar: seus show no Brasil foram apenas adiados. Em seu site oficial, existem datas confirmadas em Outubro em São Paulo e Rio de Janeiro. E este eu estarei lá, com certeza!

Voltando agora a falar do CD: Light Grenades é uma baita explosão… musical! Superando fácil o trabalho anterior, o apenas bom A Crow Left of the Murder, o Incubus mostra um som muito bem lapidado. O estilo não mudou, está tudo lá: guitarras pesadas se alternando com belas melodias acústicas. Letras bem escritas. Scraps e arranjos inusitados do DJ Kilmore. Baixo e bateria marcantes. E um vocal cada vez mais maravilhoso de Brandon Boyd. Tudo com uma receita redonda, que faz de cada música uma experiência distinta.

De destaque excluo apenas a primeira faixa, Quicksand, que é mais uma introdução do que propriamente uma música. E, estranhamente, a música que também intitula o álbum, Light Grenades, é a mais fraca. Agora, o resto… simplesmente maravilhoso! As outras 11 faixas do album são todas de muita qualidade. Consigo colocar em um patamar ainda um pouco mais acima Dig, Anna Molly, Oil & Water e Paper Shoes.

Difícil parar de ouvir este CD… Outubro, chegue logo!

Lembram daquele post sobre o concurso para o clip de Dig? Parece que esse foi o vencedor:


Cinema - 300

7, Abril, 2007

(idem, 2007, EUA - direção: Zack Snyder - duração: 117 minutos)

Depois de muita luta, consegui assistir a 300.

Vendo as 5 estrelas, já pode se perceber que adorei o filme. Mas tenho consciência de que não é um filme para qualquer um. Se você achou Gladiador um filme sem roteiro, passe longe desse. Se você achou O Resgate do Soldado Ryan apenas mais um filme de guerra, não pague o ingresso. E, acima de tudo, se achou Sin City uma sanguinolência sem propósito, nem se arrisque a assistir esse aqui. Pois 300 é tudo isso, é guerra, é sangue, é visual… é um épico. E de beleza rara.

Adaptação dos quadrinhos do gênio Frank Miller, 300 conta a história semi-fictícia do exército dos 300 soldados guiados pelo Rei Leônidas para defender Esparta do exército persa, guerra esta ocorrida no período 450 a.c. Acho que essa premissa todo mundo já conhece, então, vamos partir para os finalmentes.

Em primeiro lugar, 300 é um espetáculo visual, poucas vezes já visto no cinema. Cada frame parece ter sido pintado a mão, e os efeitos digitais são um espetáculo à parte. A fidelidade à obra de Frank Miller é impressionante, tem cenas que só faltam os balõeszinhos de fala dos quadrinhos. Até os olhos do Rei Leônidas parecem ter sido modificados, para ficarem mais arregalados, justamente como no traço de Miller. Para os fãs da revista, cada detalhe vale a pena.

Fora isso, a trama se desenvolve com perfeição. Apesar de terem sido inseridos alguns plots que não existem nos quadrinhos, 300 se sai muito bem no quesito adaptação. O personagem de Lena Headey, a Rainha Gorgo, tem participação que não existe no original. Mas é uma trama interessante, que quebra um pouco o clima “só guerra” de 300. Fora isso tem mais uma ou outra adaptação, mas que em nada comprometem a qualidade da obra original.

A música é outro ponto algo. Quando ela vem, junto com o exército de Leônidas, impossível não ficar arrepiado.

E claro, não poderia deixar de comentar a participação de… Rodrigo Santoro! Ele aparece como o Rei Xerxes, líder do exército persa. Careca, com o corpo cheio de cacarecos e aumentado digitalmente, impossível levar a sério o personagem. E nem é culpa de Santoro não, pois ele até manda bem no papel. Mas quando você olha pra tela e tenta encaixá-lo da trama, se olha beeem pra cara dele e pensa: “Ih alá… é o Rodrigo Santoro!” E fica rindo por dentro. Mas com certeza é algo que só acontece aqui no Brasil mesmo! hehe

Quer assistir um épico, uma filme de experiência visual única? Vá ver 300. Mas lembre-se do segundo parágrafo!

Link do filme no Flixter: http://www.flixster.com/movie/300


Cinema - O Cheiro do Ralo

29, Março, 2007

4estrelas(idem, 2007, Brasil - direção: Heitor Dhalia - duração: 100 minutos)

cheirodoralo

O cinema brasileiro estava precisando de O Cheiro do Ralo.

Fazia tempo que um filme nacional não era tão acariciado pela crítica e público como o Cheiro. E não é por menos: fazia tempo que não assistia um filme tão… tão… incômodo. E isso faz do filme bom? O pior é que faz.

Lourenço (Selton Mello) e dono de uma loja que compra artigos usados. Afundado em seus próprios problemas, Lourenço é uma figura bem peculiar… na maioria ds vezes, bem babaca. Sem muitos objetivos na vida, ele decide encontrar um objeto de desejo, e termina encontrando. Adivinhe o que? Uma bunda. Ah, e ele também cheira o ralo do banheiro de seu escritório. Como pode ver, é melhor não entrar em mais detalhes, é tudo muito doido, posso terminar assustando.

O fato é: O Cheiro do Ralo pode parecer tosco, pode parecer também uma comédia, pode parecer ser bem cabeça… mas não sei se é tudo isso. É apenas um filme sobre um cara perdido. O grande lance do filme é entender o Lourenço, e conseguir decifrar o que se passa na sua cabeça. Dessa reflexão, vem muita coisa interessante, posso garantir.

Alguns diálogos do filme são sensacionais. E é a redenção de Selton Mello, o corajoso ator brasileiro que desistiu de fazer novelas para se dedicar ao cinema. E, segundo ele próprio, este é seu melhor trabalho.

Vale a pena conferir!

P.S. para os depressivos: A vida não é uma merda… o cheiro vem do ralo.


Música - Keane - Under The Iron Sea

22, Março, 2007

4estrelas (Universal, 12 faixas)

keaneundersea

Aproveitando a vinda da banda para o Brasil, nada como resenhar um pop de qualidade que eu não ouvia faz tempo: Keane.

Com shows marcados nos dias 17/18 no Credicard Hall (SP), e dia 20 no Claro Hall (RJ), a banda faz sua primeira passagem pelo país. O trio inglês, apesar de estar apenas em seu segundo disco, mostra uma maturidade muito grande, e é garantia de um bom som para quem quiser ir vê-los ao vivo.

Pertencente a tríade britpop de sucesso atual, Keane-Coldplay-Travis, Keane merece talvez maior destaque. Não exatamente por ser melhor que os outros, mas por demostrar mais vontade de arriscar. E o tiro é certeiro:em seu primeiro trabalho, Hopes and Fears, a banda já alcançou o topo das paradas. Em seu segundo trabalho, Under the Iron Sea, a qualidade é mantida, mas a experiência é ainda melhor.

Difícil fazer destaques neste novo trabalho. Is It Any Wonder? com certeza você já ouviu em algum lugar, e nem sabia que era Keane. Nothing In My Way, A Bad Dream, Put It Behind You, simplesmente maravilhosas. Mas o resto não fica atrás não… muito pelo contrário. Como sou um cara otimista e a banda ainda está em seu segundo CD, acho que ainda podem melhorar, então… quatro estrelas, e subindo!

Se não conhecia, vale a pena arriscar. E, quem sabe, se motiva até a ir ao show!

PS: O encarte deste CD é maravilhoso, um dos melhores que vi nos últimos tempos. Curioso? Pare de baixar mp3 e prestigie o artista, vagabundo! heheh


Quadrinhos - O Mundo é Mágico: As Aventuras de Calvin e Haroldo

9, Março, 2007

5estrelas(autor: Bill Watterson (roteiro e desenho) - 168 páginas)

calvinharoldo1

Arrisco a dizer que ganhei de presente de aniversário mês passado, um dos grandes lançamentos do ano em quadrinhos, e literatura em geral.

Ele é baixinho, mal-humorado, hiperativo… e simplesmente genial. Sim, Calvin! Acompanhado de seu tigre Haroldo, creio que a dupla dispensa apresentações. Quem nunca leu uma tirinha deles? Eu, pelo menos, já tinha lido várias no jornal, a long time ago. Agora, aí está o lance: aposto que a maioria das pessoas entre os 20 e 30 anos só leu Calvin quando muito moleque, e não conseguiu captar toda a ironia e o humor peculiar, transmitido em suas frases e nos traços de Watterson. Ler Calvin nos dias de hoje, é sensacional.

Como a Conrad adquiriu os direitos das histórias do personagem, O mundo Mágico é o início de uma série de provavelmente três volumes, com todas as tiras da dupla. Este primeiro possui diversas sequências de tirinhas, e outras histórias coloridas e preto & branco, com papel de qualidade, diagramação e impressão de primeira.

Não existe presente mais maravilhoso que esse. Perfeito para todas as idades, para todas as cabeças, para todo tipo de humor. Re-virei fã de carteirinha do personagem. E não o abandonarei mais, Calvin.

Um abraço.

calvinabraco


Cinema - Borat

27, Fevereiro, 2007

5estrelas(Borat - Cultural learnings of America for make benefit glorious nation of Kazakhstan, 2006, EUA - direção: Larry Charles - duração: 84 minutos)

Sabe aquele tipo de filme que te perguntam, “E aí, é bom?” e você só consegue responder, “cara… vai ver!” Borat é assim… simplesmente genial.

A idéia do filme por si só já é fantástica. Sacha Baron Cohen interpreta Borat, um jornalista do Cazaquistão, que vai aos Estados Unidos fazer um documentário sobre a cultura deste estranho país. Sim, o estranho país é os Estados Unidos… pelo menos para Borat e para a maioria do mundo que ainda não possui internet, um ipod e assiste Baywatch.

Aí está a grande sacada. Criando este pseudo-documentário, Borat arranca de verdade tudo que os americanos pensam e acham. Afinal, quem vai se importar com o que as pessoas vão achar no Cazaquistão? Ou onde quer que fosse… fora dos Estados Unidos, o que importa?

E é isso que Borat mostra. E da maneira mais racista, sexista, obscena… e hilariante possível. Borat faz as perguntas mais idiotas possíveis, como se fosse uma pequena criança, e escancara muita coisa, criando assim situações simplesmente hilárias. Não um humor ordinário, não um pastelão, simplesmente um escracho total. Com a nossa cara inclusa nessa história.

Vá ao cinema e não perca um dos filmes mais bem sacados dos últimos tempos. Agora, só não vale se sentir ofendido por ele… Borat é do Cazaquistão, porque se esquentar?


Música - Pato Fu - Toda Cura Para Todo Mal

13, Fevereiro, 2007

(Sony/BMG, 13 faixas)

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Apesar de não ser um lançamento muito recente, ainda é o último trabalho da banda. E, como vocês podem ver pelo meu last.fm, o Pato Fu anda pelo topo das minhas paradas pessoais, parte por causa do excelente CD MTV ao Vivo: No Museu de Arte da Pampulha, e parte desse aí, Toda Cura Para Todo Mal.

O Pato Fu conseguiu algo muito difícil dentro do cenário pop-rock nacional: respeito do público e crítica. Uma banda que não tinha nada para ser levada a sério, nos tempos do clipe de Pinga na MTV, se tornou algo maduro e merecedor até de prêmios internacionais. Todo esse crédito adquirido, com méritos, permitiu ao Pato Fu se arriscar ainda mais em suas misturas de rock, pop, punk, MPB, e os diversos efeitos eletrônicos que a banda adora. O resultado está aí neste novo disco.

Inicialmente, Toda Cura Para Todo Mal não tão atraente após as primeiras ouvidas. Sem grandes hits como Eu, Sobre o Tempo ou Depois, o álbum soa a princípio um pouco básico demais. Mas, a medida que você vai se familiarizando com as músicas, elas vão te cativando. Vai se percebendo as sutilezas dos arranjos, as trabalhadas melodias, a qualidade das letras… tudo isso aliado à já conhecida bela voz de Fernanda Takai.

Infelizmente achei que disco dá uma ou outra derrapada. Simplicidade é apenas um efeito de voz, nada mais. Estudar pra quê? também destoa um pouco, meio tosca em relação ao resto do álbum. Fora mais um ou outro pontinho fraco, o resto é muito bom. Anormal, Uh Uh Uh, Agridoce, O que é isso, todas ótimas músicas. Vida Diet tem uma letra fantástica. E, talvez o mais importante: o disco flui que é uma beleza. Só deixar tocando que é certeza de que algo de bacana está por vir.

Eu apóio o rock nacional… e você?


Notas Literárias - Harry Potter e as Insígnias Mortais

7, Fevereiro, 2007

harry-potter-portfolio.jpg

Este deve ser o título em português do último livro do bruxinho mais popular do mundo. Segundo o site oficial da autora J.K. Rowling, ontem, dia 6 de Fevereiro, ela terminou de escrever Harry Potter and the Deathly Hallows, o sétimo e conclusivo livro da série.

Segundo a própria autora diz, Deathly Hallows é o favorito dela, e o desfecho perfeito. Muito feliz, mas com o coração partido, Rowling se diz “de luto, mas incrivelmente realizada”.

Agora é só aguardar. Eu? Parei no segundo.

A série Harry Potter já vendeu estimadas 325 milhões de cópias em todo o mundo. Se eu ganhasse 1 centavo por livro já estava milionário. Imagina a autora.

E corram pra fazer logo o filme, pois daqui a pouco Daniel Radcliffe vai tá barbudão.


1 ano de O Resenhista

31, Janeiro, 2007

Parabéeeens pra você…

 

Não, não é meu aniversário. É este humilde blog comemora 1 ano de existência.

Obrigado a todos que cotinuam visitando. Um abraço aos colegas blogueiros que já fiz através disso aqui. E valeu internet, por permitir tudo isso!

PS: Descobri que meu blog vale R$7225,92 após 1 ano de existência, através disso aqui.

Mas não estã à venda! (sei…)