(idem, 2007, EUA - direção: Zack Snyder - duração: 117 minutos)

Depois de muita luta, consegui assistir a 300.
Vendo as 5 estrelas, já pode se perceber que adorei o filme. Mas tenho consciência de que não é um filme para qualquer um. Se você achou Gladiador um filme sem roteiro, passe longe desse. Se você achou O Resgate do Soldado Ryan apenas mais um filme de guerra, não pague o ingresso. E, acima de tudo, se achou Sin City uma sanguinolência sem propósito, nem se arrisque a assistir esse aqui. Pois 300 é tudo isso, é guerra, é sangue, é visual… é um épico. E de beleza rara.
Adaptação dos quadrinhos do gênio Frank Miller, 300 conta a história semi-fictícia do exército dos 300 soldados guiados pelo Rei Leônidas para defender Esparta do exército persa, guerra esta ocorrida no período 450 a.c. Acho que essa premissa todo mundo já conhece, então, vamos partir para os finalmentes.
Em primeiro lugar, 300 é um espetáculo visual, poucas vezes já visto no cinema. Cada frame parece ter sido pintado a mão, e os efeitos digitais são um espetáculo à parte. A fidelidade à obra de Frank Miller é impressionante, tem cenas que só faltam os balõeszinhos de fala dos quadrinhos. Até os olhos do Rei Leônidas parecem ter sido modificados, para ficarem mais arregalados, justamente como no traço de Miller. Para os fãs da revista, cada detalhe vale a pena.
Fora isso, a trama se desenvolve com perfeição. Apesar de terem sido inseridos alguns plots que não existem nos quadrinhos, 300 se sai muito bem no quesito adaptação. O personagem de Lena Headey, a Rainha Gorgo, tem participação que não existe no original. Mas é uma trama interessante, que quebra um pouco o clima “só guerra” de 300. Fora isso tem mais uma ou outra adaptação, mas que em nada comprometem a qualidade da obra original.
A música é outro ponto algo. Quando ela vem, junto com o exército de Leônidas, impossível não ficar arrepiado.
E claro, não poderia deixar de comentar a participação de… Rodrigo Santoro! Ele aparece como o Rei Xerxes, líder do exército persa. Careca, com o corpo cheio de cacarecos e aumentado digitalmente, impossível levar a sério o personagem. E nem é culpa de Santoro não, pois ele até manda bem no papel. Mas quando você olha pra tela e tenta encaixá-lo da trama, se olha beeem pra cara dele e pensa: “Ih alá… é o Rodrigo Santoro!” E fica rindo por dentro. Mas com certeza é algo que só acontece aqui no Brasil mesmo! hehe
Quer assistir um épico, uma filme de experiência visual única? Vá ver 300. Mas lembre-se do segundo parágrafo!
Link do filme no Flixter: http://www.flixster.com/movie/300